Vale fazer a pergunta pelo menos uma vez na vida: que homem eu estou me tornando? Não é sobre renda, cargo ou carro. É sobre quem sobra quando os títulos saem e a porta de casa se fecha.
Há dois desvios comuns. Um é o homem que confunde força com brutalidade e liderança com domínio. O outro é o homem que se acomodou, sumiu das decisões e parou de lutar pelo que importa. O primeiro oprime, o segundo se omite. Nenhum dos dois é o projeto de Deus.
A Bíblia define o homem antes de falar de trabalho, casamento ou filhos: ele foi feito à imagem de Deus. Masculinidade, então, não é provar algo para outros homens. É refletir o Criador: força que protege e ternura que abraça, coragem para confrontar e humildade para pedir perdão.
Talvez os modelos que você recebeu tenham sido ruins, e talvez você já tenha repetido o que jurou não repetir. Sua história explica marcas, mas não decide seu futuro. Em Cristo, ninguém está preso ao que herdou.
O caminho começa quando a pergunta muda de “o que esperam de mim?” para “Senhor, que homem Tu me chamaste para ser?”. A ideia aqui não é culpa, é responsabilidade: olhe para o homem que suas escolhas de hoje estão formando e deixe esta leitura virar uma atitude antes de o dia acabar.
Aplicação prática
- O que no homem que sou hoje já mostra algo do caráter de Deus?
- Que áreas da minha masculinidade ainda precisam ser transformadas?
Desafio do dia
Anote três marcas do homem que você quer ser diante de Deus, da sua família e de quem convive com você.
Oração
Pai, não quero construir quem eu sou pelos extremos deste mundo. Mostra o que precisa mudar em mim, dá coragem para enfrentar minhas fraquezas e forma Cristo em mim. Amém.
Baseado num devocional para homens da Igreja Batista Renovada de São José dos Campos, em resumo e paráfrase.
